Há mais de 30 anos, minha mãe me deu um pirógrafo, um equipamento que serve para marcar alguns materiais usando um sistema de queima (a gente diz que é fogo, mas é por meio de uma resistência muito quente… ok, às vezes, pega fogo mesmo). Brinquei bastante na época, fazendo uns chaveirinhos e tals.
Pula para 2018. Peguei equipamento para fazer umas placas e, aos poucos, fui retomando, testando, abandonando e retornando. Um grande vai e volta. O pirógrafo quebrou e resolvi comprar outro. E foi aí que veio o convite para ilustrar cabaças para berimbau. Os primeiros fiz com tinta, mas resolvi tentar com o pirógrafo. O primeiro foi hiper teste, cheio de buracos. Mas o segundo, me deu orgulho. Já quero fazer mais.
Demorei para encontrar o melhor método, por isso o primeiro ficou bem esquisito. Pirografar exige, antes mesmo de desenhar, entender o equipamento: o fio a ser utilizado, a força e a posição da mão e a tensão a ser utilizada. Além disso, é preciso estudar o formato do objeto a ser marcado… e a cabaça é bemmmm torta.
O resultado:



Esses fatores me levaram a fazer por etapas. A melhor forma de riscar é usando lápis grafite (usei um 2B), régua e borracha, assim, a criação foi aos poucos; riscava uma circunferência completa, pirografava e partia para outra faixa do grafismo.
Cada cabaça demorou uns três dias para ficar pronta. Fora a quentura na mão que não permite ficar muito tempo no projeto, o próprio fabricante indica não deixar o equipamento ligado por muitas horas – o tempo é muito relacionado a tensão utilizada.
E para constar: o meu primeiro pirógrafo era da marca Palante, colegial. Agora, tenho um outro também da Palante (pelo que pesquisei, era a melhor marca), mas o profissional, modelo PM-13, que possibilita uma variedade maior de tensão.
Em breve, terei produção para venda… preciso somente de mais uns testes.
